A revolução Silenciosa na Escolha de Galpões em 2025

A revolução silenciosa na escolha de galpões não é apenas uma tendência momentânea, mas uma mudança estrutural no mercado logístico, que redefine onde investir, onde operar e como escalar com segurança.

Esse padrão mudou.

Em 2025, as empresas não buscam mais uma região ideal, mas sim todas as regiões que consigam atender sua operação com eficiência e menor custo total.

O motor dessa transformação é a combinação entre conectividade viária, pressão por eficiência operacional e racionalização de custos.

Essa mudança vem acontecendo de forma gradual, mas hoje já é claramente percebida nas mesas de negociação, nos volumes de propostas e no comportamento decisório das empresas.


De “região ideal” para “rede de regiões viáveis”

O antigo critério de escolha era simples:
“Estou perto do meu mercado consumidor?”

Hoje, a pergunta correta é outra:
“Qual região me entrega o menor custo total por operação?”

As empresas passaram a analisar de forma integrada:

– Tempo médio de distribuição
– Aluguel por m²
– Custo de transporte e pedágios
– Mão de obra local
– IPTU e encargos urbanos
– Restrições operacionais das cidades
– Possibilidade de expansão futura

Com isso, várias regiões entram no radar ao mesmo tempo, disputando a mesma demanda.

Esse novo formato de análise transforma completamente a forma como as buscas são feitas, o volume de regiões envolvidas e a dinâmica de negociação com proprietários.


A conectividade viária mudou completamente o jogo

O avanço da malha rodoviária brasileira foi o principal gatilho dessa mudança, conectando regiões antes consideradas secundárias a grandes centros de consumo de forma cada vez mais eficiente.

Na prática, hoje ocorre o seguinte:

Cajamar disputa a mesma demanda com Itapevi, Extrema e Araçariguama
Guarulhos concorre com Arujá, Itaquaquecetuba e Atibaia
Barueri disputa com Jandira, Osasco e Santana de Parnaíba
– A Dutra passou a concorrer com Fernão Dias e Ayrton Senna em muitos perfis

A localização deixou de ser absoluta. O que pesa agora é a eficiência logística real.

Além disso, essa conectividade permite que operações saiam da mancha urbana sem perder competitividade, o que reduz custos e amplia as possibilidades de expansão.


O preço virou fator decisivo — e não mais a localização

Com regiões igualmente viáveis, o preço passou a ser o verdadeiro fator de desempate.

As empresas estão dispostas a:

– Rodar mais quilômetros
– Sair de CEPs nobres
– Trocar status por produtividade
– Priorizar docas, pátio, layout e pé-direito
– Migrar para cidades com menor custo urbano

O conceito de “localização premium” está sendo substituído pelo de “operação eficiente”.

Na prática, muitas operações hoje preferem um galpão tecnicamente superior em uma região mais distante a um imóvel limitado, porém mais próximo do centro.


O estoque de galpões modernos se espalhou

Durante muito tempo, galpões classe A estavam concentrados em poucos polos. Hoje, o cenário é totalmente diferente.

Existem ativos modernos, com alta especificação técnica, em regiões como:

Itapevi
Extrema
Araçariguama
Atibaia
Sorocaba
Jundiaí periférico
– Eixos fora da mancha urbana de São Paulo

Isso aumenta as opções, fortalece a concorrência regional e amplia o poder de escolha do inquilino.

Além disso, essa descentralização tem impacto direto na formação de novos polos logísticos fora dos eixos tradicionais.


Como as empresas estão negociando hoje

O comportamento atual das empresas segue um padrão claro:

– Abrem RFPs simultâneos em 3, 4 ou até 6 regiões
– Usam uma proposta para pressionar a outra
– Negociam carências mais longas
– Exigem retrofit como condição de fechamento
– Avaliam seriamente BTS fora dos eixos tradicionais
– Não tomam decisão sem esgotar todas as alternativas viáveis

Essa postura tornou as negociações mais técnicas, estratégicas e agressivas do ponto de vista comercial.


Impactos diretos para o mercado imobiliário logístico

Esse movimento acompanha a evolução do mercado de galpões logísticos no Brasil, que de acordo com a CBRE vem registrando aumento de oferta, descentralização dos polos e novas exigências por eficiência operacional.

– Pressão por desconto em regiões antes consolidadas
– Aumento de vacância pontual em polos tradicionais
– Proprietários sendo obrigados a reformar e atualizar seus galpões
– Valorização de ativos tecnicamente eficientes
– Crescimento acelerado de regiões antes secundárias

O mercado está migrando de um modelo baseado em “localização” para um modelo baseado em produtividade operacional.

Galpão logístico com acesso direto à rodovia, destacado pela eficiência operacional e localização estratégica

O que define um galpão realmente competitivo em 2025

Hoje, o galpão que se destaca não é o que está “no melhor CEP”, mas o que entrega:

– Layout eficiente
– Número adequado de docas
– Bom pátio de manobra
– Pé-direito compatível
– Piso de alta resistência
– Infraestrutura elétrica robusta
– Flexibilidade para expansão
– Custo total equilibrado

Esse conjunto vale mais do que qualquer endereço famoso.


Leitura estratégica para empresas, investidores e proprietários

Quem continuar usando apenas a localização como argumento comercial vai perder relevância.

Quem dominar:

– Análise de custo total de ocupação
– Comparação técnica entre regiões
– Eficiência logística real
– Conectividade dos eixos
– Perfil operacional do cliente

Vai sair na frente de forma consistente.


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A ADI Galpões atua com portfólio multi-eixos, leitura técnica de operação e estratégia baseada em eficiência real — não apenas em mapa.

Se sua empresa está avaliando múltiplas regiões logísticas ou se você é proprietário e precisa posicionar corretamente seu ativo nesse novo cenário, fale com nossos especialistas.

A decisão hoje não é mais “onde estar”, mas sim como operar melhor gastando menos.

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